Leiria Medieval

Leiria Medieval

QUINTA-FEIRA, 18 DE JULHO

20h00 | Abertura do Mercado Medieval
> Thorsten, o Bobo da Corte, abre até portas que não existem
Praça de São Martinho
21h00 | Espada Lusitana: Demonstração D’Armas
Terreiro Real
22h00 | Chegada d’el Rei D. João I
> “Uma vila que se vai renovando: Um Alcaide que sai, um Alcaide que entra”
Cortejo no caminho para o Terreiro Real
22h30 | Folguedos
Terreiro Real
23h00 | Recolhimento

SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO

20h00 | Abertura do Mercado Medieval
> Teatro em Caixa
Praça de São Martinho
21h00 | Oficina de escrita medieval
Moinho do Papel
21h30 | CaosArte: Concerto de música de outros tempos
Moinho do Papel
22h30 | A Corte desce ao Terreiro
Cortejo no caminho para o Terreiro Real
> Queixas e pedidos dos Leirienses a el Rei
Terreiro Real
23h30 | Folguedos
Terreiro Real
02h00 | Recolhimento

SÁBADO, 20 DE JULHO

13h00 | Abertura do Mercado Medieval
> Teatro em Caixa
Praça de São Martinho
14h00 | Teatro em Caixa
Praça de São Martinho
15h30 | Oficina de escrita medieval
Moinho do Papel
16h00 | CaosArte: Concerto de música de outros tempos
Moinho do Papel
17h00 | ArtFalco: Oficina de falcoaria
Terreiro Real
17h15 | LaKadarma: Espicha Asturiana – o povo em festa
Canavial
17h30 | Oficina de escrita medieval
Moinho do Papel
18h00 | CaosArte: Concerto de música de outros tempos
Moinho do Papel
18h30 | Danças e folguedos pelos Meninos e Meninas do Monte
Terreiro Real
19h00 | Marimbondo
Canavial
19h30 | Lôa Trovadoresca: Concerto
Canavial
20h00 | Exercícios de Destreza Física
Terreiro Real
21h30
 | Capela Gregoriana Psalterium: Concerto de Canto Gregoriano
Centro de Diálogo Intercultural de Leiria – Igreja da Misericórdia
22h30 | Cortejo Real
> “Um moinho novo, uma vila nova: Sentenças d’el Rei sobre queixas e pedidos”
Terreiro Real
23h30 | Folguedos
Terreiro Real
02h00 | Recolhimento

DOMINGO, 21 DE JULHO

13h00 | Abertura do Mercado Medieval
15h30 | Oficina de escrita medieval
Moinho do Papel
16h00 | CaosArte: Concerto de música de outros tempos
Moinho do Papel
17h00 | Espada Lusitana: Demonstração D’Armas
Terreiro Real
17h30 | ArtFalco: Voo de aves
Terreiro Real
18h30 | Encerrado para Obras: Música
Canavial
19h00 | Exercícios de Destreza Física
Terreiro Real
19h30 |
Danças Romani
Canavial
21h30 | Thornsten, o Bobo da Corte: um espetáculo!
Terreiro Real
22h00 | Partida da Corte Real
22h30 | Folguedos
Terreiro Real
23h00 | Recolhimento

PROTAGONISTAS

Os nossos personagens já foram ao alfaiate e os trajes medievais assentam-lhes na perfeição.
Veja aqui como foi a prova.

D. João I – Rei
Décimo rei de Portugal, e o primeiro da dinastia de Avis, era filho natural do rei D. Pedro I e da dama galega D. Teresa Lourenço.
O seu pai destinou-lhe, quando tinha 6 anos,  o mestrado da Ordem de Avis.
Após a morte do rei D. Fernando, inicia-se um conturbado período de guerra com Castela, por motivos de sucessão dinástica, que se reflete na instabilidade social e política que Portugal então padecia.
Hábil político, o Mestre de Avis congrega inúmeros apoios na sua ascensão ao trono num percurso fortemente marcado no campo militar pelo apoio decisivo de D. Nuno Álvares Pereira.
Luta contra D. João I de Castela, frustrando definitivamente as pretensões deste à coroa de Portugal, ao derrotá-lo em Aljubarrota e ao ser declarado rei de Portugal pelas Cortes de Coimbra, em 1385.
D. João I casa com a filha do duque de Lencastre, D. Filipa, em 1387, de quem teve dez filhos.
Em 1415, conquistou Ceuta, praça estratégica para a navegação no norte de África, com que dará início à expansão portuguesa além-mar.
Está sepultado na Capela do Fundador do Mosteiro de Santa Maria da Vitória da Batalha.
A sua divisa era “Pour bien” e deve ser lida em articulação com a da Rainha D. Filipa de Lencastre, “Yl me plet”.

Gonçalo Lourenço Gomide – Escrivão da Puridade
Nasceu na vila de Castelo de Vide, Alto Alentejo.
Exerceu, entre outros altos cargos, o de Escrivão da Puridade, o mais alto funcionário da Coroa, detentor do Selo do Camafeu (ou Selo da Puridade), que permitia autenticar os documentos sem passar pela Chancelaria Mor.
Participou na tomada de Ceuta onde foi armado cavaleiro.
Foi o bisavô do Vice-Rei da Índia, Afonso de Albuquerque.
Recebeu várias doações, incluindo, segundo alvará régio de D. João I de abril de 1411, permissão para instalar em Leiria um moinho dedicado à manufatura de papel.
Este moinho é tido como um dos primeiros (se não o primeiro) moinhos do papel em Portugal.

Mestre Belhamim | Mestre Abraão Abeator – Físicos e Cirurgiões Judeus
Representam a pujante comunidade judaica estabelecida em Leiria.
Existiram ambos, de facto, mas em tempos distintos.
São ambos físicos (médicos), não só porque figuravam entre os membros mais prestigiados da comunidade, como frequentemente mantinham estreitos laços a outras comunidades de quem cuidavam por igual.
A Judiaria propriamente dita foi isolada da Vila, precisamente em 1411 ou 1412.

D. Lourenço Martins de Leiria – Alcaide-mor de Leiria
Alcaide-mor de Leiria depois de 1385, andava há muito na casa de D. João, assistindo ao assassinato do conde  Andeiro.
Havia sido criado e aio de D. João I, e seu embaixador em Londres, em 1383.
Após a aclamação de D. João como Rei, foi nomeado tesoureiro-mor da sua Casa.
Após a batalha de Aljubarrota, já como Alcaide de Leiria, custodiou no castelo um prisioneiro ilustre, o cronista espanhol Pêro (ou Pedro) Lopes Ayala.

Esteves Carregueiro – Mercador
É um comerciante abastado que nunca existiu com este nome, mas que representa aqui a comunidade cristão leiriense.
A vila, em franco crescimento, renovava-se com gente vinda de muitos outros lados.
É bem possível que este fenómeno esteja em grande parte ligado à construção do Mosteiro da Batalha, não só porque D. João precisava de uma vila abastada onde fossem coletados impostos substanciais para financiamento das obras e manutenção dos frades, como certamente parte da mão de obra especializada aí utilizada (pintura ou escultura) preferia o conforto e as comodidades que Leiria lhes oferecia à vida perante um estaleiro de construção civil.

D. Martim Vasques Leitão – Alcaide-mor de Leiria
Sucede neste cargo a D. Lourenço Martins de Leiria em data posterior a 1411.

Guilherme Mira – Arqueiro e Defensor do Reino
Este protagonista inventado representa os “Besteiros do Conto” do termo de Leiria.
Os besteiros eram os soldados equipados com bestas, uma arma de arremesso muito poderosa e temida.
Todos os concelhos do país deveriam possuir um determinado número de besteiros escolhidos entre os habitantes com posses para adquirir tal armamento, já que quem tinha dinheiro para comprar uma besta poderia também sustentar um cavalo ou outra montada.
A abundância de homens de posses ditava a quantidade de besteiros ajornados e marcava também, por isso, o nível de riqueza de um território.

João Salim – Alcaide da Mouraria
Representa a comunidade muçulmana que ocupava o espaço onde hoje se levanta a memória do Convento de Santo Estêvão e a Escola Secundária Domingos Sequeira.
A eles competiam as tarefas mais poluentes desde o curtimento de peles ao tingimento de tecidos e o ofício de olaria (ainda hoje existe, em plena antiga Mouraria, a Rua das Olarias).
Deste povo industrioso e esforçado, ficaram pouquíssimos vestígios.
O tempo e a inclemência dos homens encarregou-se disso.

MAPA

LEIRIA MEDIEVAL 2018