De estilo barroco, foi construída logo após o terramoto de 1755 sobre uma das antigas torres medievais das Portas do Sol, que marcavam a entrada na antiga vila medieval e davam entrada ao castelo. Foi edificada afastada da Sé com o propósito de fazer ouvir os seus sinos na freguesia mais afastada, o Arrabalde.
Ao lado, foi construída a Casa do Sineiro, que inspirou Eça. No entanto, na obra, a torre e a Casa do Sineiro não se encontram separadas da Sé.
É na Casa do Sineiro que acontecem os encontros amorosos das duas personagens principais, em total sigilo. O pretexto é uma visita caridosa a uma paralítica.
Referências na Obra:
«Encontravam-se todas as semanas, ora uma ora duas vezes, de modo que as suas visitas caridosas à paralítica perfizessem ao fim do mês o número simbólico de sete (…). Na véspera, o padre Amaro tinha prevenido o tio Esguelhas, que deixava a porta da rua apenas cerrada, depois de ter varrido toda a casa e preparado o quarto para a prática do senhor pároco.»
«Mas se ao entrar em casa do sineiro, o não encontrava, ia logo, sem se deter ao pá da cama da Totó, postar-se à janela da cozinha, vigiando a porta maciça da sacristia de que ela conhecia uma por uma as chapas negras de ferro.»